A Hora Dos Valentes 1

A Hora Dos Valentes

Finança

Um 2018 para fazer a tremer. Ou lacrimejar. Todas as categorias de fundos de investimento, que são comercializados em Portugal e que estão incluídas nas estatísticas de Inverco, a liga do setor, ofereceram rentabilidades negativas no ano anterior.

Do mesmo modo que estivessem investidos em acções portuguesas, europeias e de países emergentes ou globais. Que fossem de renda fixa, fundos garantidos, de gestão passiva ou de retorno absoluto. Não importa. Uns mais -bem mais – e outros menos, todos perderam dinheiro.

Em conjunto, 4,8%, e isso sem mencionar com a inflação. Economizar é uma ruína. “O 2018, foi um ano espantoso, em todos os mercados, sem diversos motivos de entidade além da correção em outras avaliações e em certas bolhas”, explica José Luis Manrique, diretor de Estudos de Inverco. Os especialistas mencionam um conjunto de hipóteses complementares, as mais das vezes, incompatíveis, em algumas ocasiões. Mas não foi apenas isto.

“Os investidores deixaram-se transportar pelo ruído dos meios de intercomunicação e a crença de que o mercado tem a todo o momento causa”, diz Roberto Ruiz-Scholtes, diretor de estratégia da UBS Portugal. A materialização do desastre aconteceu no último trimestre.

E, sem surgir em absoluto ao pânico, a correção fez dano, e teve conseqüências claras para a atuação dos investidores. No passado mês de setembro, depois de 22 meses de subscrições líquidas em fundos de investimento em Portugal, o saldo foi negativo em trezentos milhões.

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O mesmo ocorreu em outubro e em novembro e em dezembro, no momento em que voaram outros 2.300 milhões. Em 4 meses, os poupadores retiraram quase 4.000 milhões a mais do que os que contribuíram. Então, o mercado já tinha passado mal. Tendo em conta esta realidade e que não houve uma debandada, em Inverco acreditam que é possível extrair uma leitura positiva e que está mudando o perfil do investidor e, já, a poupança é mais tolerante ao risco. O 2019 permitirá achar mais.

“Em muitos aspectos, poderá ser um ano muito igual com o passado, com a volatilidade e a improcedências políticas e a mudança de estágio no horizonte”, avisa Victor Peiro, diretor de análise de GVC Gaesco Beka. Nesta gestora -como no resto – detectam um sentimento dos investidores relativamente nanico.

Mesmo desse modo, estão convencidos de que há e haverá boas oportunidades de investimento. “Para um investidor de traço médio, aconselhamos a apostar mais valores defensivos que cíclicos, porém com presença dos 2”, sugere Peiro. Levy, de Diverinvest, recomenda serenidade, não sair correndo.

“Vai haver momentos de compra muito bons, é tudo uma charada de localizar os ativos de qualidade que estão muito abaixo de teu preço e ter paciência”, diz. Embora o racional nem sempre é suficiente para acertar. A renda fixa, câmbio, é outro cantar. Lá há mais consenso em que não correm bons tempos para o investidor. “Hoje, tendo em conta o que vem a vasto indecisão é por que ter bônus em carteira.